Jesus é o meu único Salvador,Ele é a minha Vida,meu Tesouro,não consigo mais viver sem Ele.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Profissão Professor
A prosperidade de uma nação pode ser medida pelo índice de educação que seu povo tem; quanto mais instruídas forem as pessoas, melhor será a capacidade produtiva e esta, com qualidade. Lógico que existem outros índices, mas o educacional está diretamente ligado ao desenvolvimento; basta analisarmos a Coréia do Sul, que em poucos anos, passou a frente de muitos países, inclusive do nosso.
Já a Índia exporta cientistas enquanto o Brasil compra tecnologia. Somos fornecedores de matéria bruta, produtos primários, os quais são vendidos a preço de banana; importamos produtos manufaturados através das nossas exportações, a preço de ouro.
Por que isto acontece?
A resposta é fácil! Somos um povo com baixo nível educacional. Não sei os percentuais, mas basta ir ao site do IBGE e poderemos constatar quantas pessoas são analfabetas, quantas tem o primário ou parte dele e quantas têm o nível secundário. E o que veremos quanto ao nível universitário?
Agora, o que posso dizer sobre pós-graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado?
Somente em 2006 é que consegui, aos 50 anos, concluir o nível universitário, após 26 anos de intervalo, quando em 79 entrei numa universidade. Infelizmente, na época, por motivos comerciais, não pude concluir esta etapa.
Já parei para pensar sobre o que me levou e como consegui me graduar. A primeira resposta está no meu próprio desenvolvimento e na adequação ao mercado de atuação. Sem este nível, estou fora devido a idade; já a graduação foi possível porque tive excelentes professores, que além de mestres no ensino, foram amigos e muitas vezes, meus pais. Preciso explicar mais?
A profissão professor corre ao lado a do vendedor. Está nos primórdios da vida, está antes da sociedade em si. Os primeiros professores são os pais, os avós e os irmãos. De acordo com o meio em que vivemos e como vivemos, começa a formação do nosso conhecimento, o qual será desenvolvido, aprimorado e ampliado pelos professores, estes de sala de aula.
Como em toda a profissão, sempre haverá aqueles que não seguem a cartilha, desvirtuando a categoria. Uns sempre vão reclamar do salário, como alguns vendedores reclamam das comissões, mas se sabiam o quanto iriam ganhar (professores), por que aceitaram sê-los?
O vendedor pode ganhar mais se mais vender; já o professor, ou dá mais horas/aulas ou procura a especialização. Conforme a universidade em que obtive a colação de grau em Tecnologia do Empreendimento, todo aquele que adquirir o grau de mestre ou doutor, passa automaticamente a um nível superior de salário; é a forma de reconhecer o conhecimento que estes professores adquiriram. Já o contrário não é aplicado. Estou formado e nem um parabéns veio da direção da empresa, mas isto é outro assunto.
Eu sei que a classe dos professores, principalmente a nível estadual, tem aqui no Rio Grande do Sul, uma baixa remuneração, sendo facilmente ultrapassada quando se trata da área municipal. Entretanto, jamais concordei e jamais irei concordar com greves, porque todos são prejudicados, inclusive os professores. Quem mais sofre são os alunos que perdem a continuidade e o desenvolvimento, repercutindo mais tarde quando enfrentarão o vestibular e a sociedade comercial em si.
De outro lado, também condeno aqueles que criam barreiras ao acesso ao estudo. Tem uma nova determinação que irá proibir crianças que não tenham completado 6 anos, o acesso ao primeiro ano primário e isto está errado. Tenho uma filha que estará completando 6 anos em maio de 2008 e não poderá ser matriculada no primeiro ano, devendo repetir o pré-primário. Um absurdo.
Quando alguém quer estudar, complicam. Quando querem maior desenvolvimento e participação no mundo, dão mil desculpas e o único erro está no acima, porque se começam a proibir e criam barreiras àqueles que querem estudar, o que será no futuro?
Somos celeiros do mundo; somos fornecedores de insumos. Quando seremos fornecedores de TI (tecnologia da informação)? Quando seremos formadores de cientistas? Quando vão investir nos professores? Lembro que também os professores devem investir em si mesmos e não somente achar que outros investirão neles.
O que posso fazer é estudar cada vez mais, oportunizando as minhas filhas o acesso à escola; torcer que os administradores públicos parem de gastar em bobagens, em novas secretarias e ministérios, eliminando os cabides eleitoreiros e quem sabe, sobre mais recursos à formação de novos professores e à pós-graduação dos atuais, os quais poderão melhor ensinar ao povo brasileiro.
Feliz dia dos professores! Sem vocês eu nada seria.
Oscar Schild, vendedor, gerente de vendas e escritor.
http://www.grandesvendedores.com.br
Ao usar este artigo, mantenha os links e faça referência ao autor:
Profissão Professor publicado 16/10/2006 por Oscar Marques Schild em http://www.webartigos.com
Fonte: http://www.webartigos.com/articles/545/1/Profissao-Professor/pagina1.html#ixzz1PINU4H5o
O que Oscar Shild escreveu é verdade,em partes. Não é que o professor não queira se aperfeiçoar,mas é porque não tem condições financeiras. Eu mesma,sou uma delas,gostaria muito de fazer pós graduação,ou fazer um curso no exterior,mas como?
Tudo sobe,mas nosso salário não acompanha. Conheço professor ,já aposentado, que quando lecionou,há 30 anos atrás,quando recebia o primeiro salário,que é pago depois de três meses,comprou um carro zero. e hoje? Quando recebem,já tem várias despesas,com moradia,pois a maioria precisa sair de sua cidade natal, transporte e não conseguem comprar nem um carro usado.
também conheço professores com vários cursos de especialização,pós graduação e o salário tem pouca diferença no aumento.
e se tem muitos professores que continuam lecionando é porque não tem mais outra opção,pois alguns já estão trabalhando há mais de 15 anos,ou porque amam. pois ,existem professores que se aposentam e depois voltam a lecionar,ou porque precisam,por causa do salário baixo da aposentadoria,ou porque amam a profissão. mas ,ultimamente,não existem muitas faculdades com cursos para formar professores. Não há procura e muitas faculdades fecharam os cursos de Letras-inglês/espanhol/português, Geografia,História entre outros.
A pesquisa mostra os dados.
MEC admite grave falta de professores no ensino médio
http://noticias.terra.com.br/educacao/interna/0,,OI1732616-EI8266,00.html
http://www.tvb.com.br/FALTA+DE+PROFESSOR+E+UMA+REALIDADE+EM+80-+DAS+ESCOLAS+ESTADUAIS/2.10,5798
Em alguns dados de cientistas,já em 2005 , apontavam as estatísticas.
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=25968
Muito professor doente
A cada mês, cerca de 900 servidores da rede pública de educação são afastados de suas funções regulares por tratamento de saúde, doença ocupacional e acidente em serviço. São, em média, 30 profissionais, por dia, que deixam as escolas e salas de aula para cuidar da saúde. Esse quantitativo toma proporções ainda maiores se forem analisados dados dos primeiros três meses do ano.
De janeiro a 10 de março de 2011, já foram concedidos mais de 103 mil dias de licença. Desse número, quase 30 mil dias dados a 2.441 professores e trabalhadores em educação foram motivados por problemas relacionados à saúde. A situação no quadro de profissionais da educação na rede pública de ensino é agravada pela ausência de um banco de profissionais que possa repor essas ausências. Quem também sofre com essa situação precária são os alunos que, na maioria dos casos, ficam sem aulas.
Para a subsecretária de Gestão dos Profissionais da Educação da Secretaria de Educação do DF, Patrícia Lacerda, o número de afastamentos está dentro da média de ocorrência nacional, no entanto, ainda está muito acima do esperado. Segundo o presidente da Confederação Nacional de Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, o principal fato gerador das doenças profissionais são as condições de trabalho. Salas superlotadas, jornada intensa e falta de infraestrutura se destacam.
Isso, sem citar questões como baixo salário e segurança. Os professores sofrem uma sobrecarga muito grande e acabam exercendo diversos papéis, como de assistente social, psicólogo, orientador e mediador de conflitos, analisa Roberto Leão. Na Escola Classe 425, as aulas só se normalizaram esta semana, com a contratação de 13 professores l Mensalmente, 900 servidores são afastados de suas funções por questões de saúde
Fonte: Jornal de Brasília 13/03/2011
http://www.cnte.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=6472&Itemid=175
A indisciplina escolar

A Indisciplina Escolar nas Pesquisas Acadêmicas é tema de mestrado do professor Valdir Ledo
A indisciplina escolar foi o tema escolhido pelo professor Valdir Aguiar Ledo para a sua dissertação de mestrado, defendida em 2009 na PUC de São Paulo. Professor de ensino básico, com graduações em Filosofia e Sociologia, Valdir criou ainda um blog para compartilhar estudos e informações sobre os problemas da Educação no Brasil.
"A Indisciplina Escolar nas Pesquisas Acadêmicas" aborda dez teses de doutorado e dissertações de mestrado defendidas nos Programas de Pós-Graduação em Educação da PUC-SP e da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, entre os anos de 2000 e 2006.
Antes de analisar esta produção, o professor dedicou-se a mapear os trabalhos acadêmicos sobre disciplina e indisciplina escolares realizados no País, entre 1987 e 2006. Valdir Aguiar focou-se em questões metodológicas, como os objetivos, as hipóteses e justificativas dessas pesquisas, que identificaram os atos de indisciplina na escola.
A dissertação aborda o conteúdo dos trabalhos sobre a indisciplina no ambiente escolar, como referências aos alunos e aos professores, referências à família e à escola, ao contexto local, ao sistema de ensino e ao contexto social. Por último, destaca as propostas e as recomendações dos pesquisadores destinadas às escolas e aos professores com o objetivo de amenizar as questões disciplinares.
Para o pesquisador, "imaginar que apenas uma boa formação resolve o problema de indisciplina escolar não passa de um discurso ideológico-formal. É como acreditar que bons médicos bastam para resolver os problemas dos hospitais brasileiros.".
Segundo Valdir Aguiar Ledo, as brigas dentro da sala de aula, os conflitos de gangues no interior das escolas e atitudes de desprezo à autoridade do professor, como ouvir música na sala e falar durante as aulas resultam, cada vez mais, em liçenças médicas, faltas, readaptações, exoneração e até o fracasso escolar.
O blog do professor Valdir Ledo sobre o tema é http://indisciplinaeviolencianasescolas.blogspot.com/.
Retirado do site da APEOESP
http://apeoespsub.org.br/teses/ledo.html
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